domingo, 22 de agosto de 2010

Intimidades e serotonina

Em posts anteriores, já falamos sobre a serotonina e como ela funciona no organismo (Serotonina). Falamos também do seu controle da vontade comer guloseimas (De onde vem a vontade de comer doces?). Mas além disso, a serotonina tem diversas outras funções, e que, coincidência ou não, são alvos de práticas peculiares (ou não!) do ser humano.

Como dito anteriormente, níveis baixos de serotonina aumentam a vontade de comer doces. Após a ingestão dos doces os níveis de serotonina aumentam. Na atividade sexual, a serotonina também apresenta uma importante influência, já que, níveis altos de serotonina tem ação inibitória sobre o hipotálamo, reduzindo a liberação de gonadotrofinas, responsáveis pela resposta sexual. Dessa forma, homens com maior nível de serotonina possuem melhor controle do impulso sexual, da agressividade e da ansiedade.

Então, é bem possível que a ingestão de doces amenize a ansiedade, e, principalmente, aumente o controle do impulso sexual, contribuindo para a ideia de que doce é um interessante “analgésico” para o fim do namoro.

Falando em analgésico, a serotonina também é o neurotransmissor modulador das vias senso-perceptivas, responsáveis pela sensação de dor. Em alguns casos, a administração de agonistas da serotonina são utilizados para produzir analgesia em animais de laboratório.

Masoquismo

Bem... é interessante observarmos que um mesmo neurotransmissor é responsável pela regulação do impulso sexual e pela sensação de dor. Isso nos leva a pensar logo na prática do masoquismo, onde há prazer sexual ao sentir dor. Já sabemos que níveis baixos de serotonina permitem liberações de gonadotrofinas. Do mesmo modo, tornam o indivíduo mais sensível à dor. Então é possível que as fantasias sexuais estejam relacionadas com várias consequências da baixa de serotonina, visto que nesse estado, o indivíduo possui maior impulso sexual. E isso é ilustrado quando vemos que, tanto os doces, quanto a dor, são fantasias comuns (ou não! Haha) entre casais.

É sabido que mulheres com níveis mais baixos do neurotransmissor em questão atingem mais facilmente o orgasmo e apresentam mais iniciativa e agressividade. A anfetamina, que diminui drasticamente os níveis de serotonina, provoca, usuários compulsivos, reações peculiares. As mulheres apresentam a promiscuidade, a frequência na masturbação e as fantasias sado-masoquistas. Em animais, há perda de controle sexual, sendo observada a prática de sexo grupal, e perda dos critérios de seleção dos parceiros.

Pouco se sabe sobre essas vontades ocultas do ser humano. Mas com certeza várias delas têm origem nos neurotransmissores. É claro que a influência cultural é um fator a ser levado em conta quando se trata de ser humano, principalmente quando fazemos análises comportamentais.



Até a próxima!
Caio Carvalho – MED 91

Referências Bibliográficas:

http://www.psiqweb.med.br/site/?area=NO/LerNoticia&idNoticia=153
http://www.cerebromente.org.br/n15/diseases/eretil.html
http://gballone.sites.uol.com.br/cursos/serotonina.html
http://en.wikipedia.org/wiki/Serotonin

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