quinta-feira, 8 de julho de 2010

NEUROTRANSMISSORES - GERAL


O sistema nervoso, junto com o sistema endócrino, é responsável pelo controle e organização das atividades metabólicas. Para isso, impulsos devem se propagar pelas células nervosas, para desencadear uma transmissão de informação. Nas situações em que os neurônios não entram em contato físico (isto é, na grande maioria das vezes), a “conversa” entre células nervosas é mediada por mensageiros químicos chamados neurotransmissores. Os neurotransmissores, portanto, fazem o contato entre os neurônios provocando respostas excitatórias ou inibitórias, sem sequer percebermos. Além de atuar em células nervosas do encéfalo, da medula espinhal e nervos periféricos, os neurotransmissores também transmitem informação em junções neuromusculares (também chamadas de placas motoras).


Os neurotransmissores são aminas primárias ou secundárias derivadas de aminoácidos por vias relativamente simples, as quais ocorrem nos próprios neurotransmissores, à custa de ATP. Algumas vias biossintéticas estão relacionadas abaixo (Lehninger, 4ª edição, 2006)


















Esses mensageiros químicos são armazenados nas extremidades terminais das células pré-sinápticas nas chamadas vesículas sinápticas (vesículas de secracção) que ficam “esperando” um impulso elétrico (potencial de ação) para desencadearem a fusão dessas vesículas à membrana do neurônio pré-sináptico e a subseqüente exocitose desses neurotransmissores para a fenda sináptica. Como explicado no post “SINAPSES NERVOSAS”, a ruptura dessas vesículas está relacionada à despolarização da membrana, com a conseqüente abertura dos canais iônicos. Os neurotransmissores armazenados nessas vesículas são liberados na fenda sináptica por exocitose e se ligam aos seus receptores que estão inseridos na membrana das células pós-sinápticas (um outro neurônio ou um miócito). Isso desencadeia uma onda de despolarização nessas outras células e, dessa maneira, a informação é propagada. Cumprido seu papel, os neurotransmissores não podem ficar soltos na fenda sináptica e, para evitar isso, a degradação ou a desativação dos mesmos é feita por enzimas específicas ou, então, proteínas específicas os retiram da fenda através das bombas de recaptação

Qualquer mudança na fisiologia metabólica desses neurotransmissores impede ou dificulta o contato entre os neurônios, causando mudanças comportamentais e cognitivas da pessoa por ela acometida. Em outras postagens (e também na apresentação do painel), serão explicados os mecanismos de ação de drogas (lícitas ou ilícitas), bem como a bioquímica desses neurotransmissores em algumas doenças.

Cerca de 60 neurotransmissores já foram descritos e classificados em categorias esquematizadas no fluxograma abaixo:

Essas informações são suficientes para termos uma visão geral sobre os neurotransmissores.

Até a próxima

Felipe Martins - MED 91

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